Associação Matogrossense de Pesquisas Ufológicas e Psíquicas

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segunda-feira, 6 de abril de 2015

UFOTURISMO: Chapada dos Guimarães - MT

No Mato Grosso, qualquer conversa entre os moradores, que tenha como ingrediente temas misteriosos, geralmente leva a narrativas de intrigantes observações de artefatos voadores que ocorrem em certas áreas do estado, rico em casuísticas. Na verdade, em qualquer parte da Nação nos deparamos com uma abundância de testemunhos de quem passou por experiências com UFOS – tanto que, há anos, a Comunidade Ufológica Brasileira monitora os altos índices não só de avistamentos, mas, também, acompanha convincentes relatos de pessoas idôneas que juram terem tido contatos diretos com seres estranhos supostamente extraterrestres.

Contudo, mesmo que o Fenômeno UFO se apresente de maneira tão diversa e bem espalhada pelo país, a atenção dos pesquisadores – e até mesmo a dos curiosos – acaba sendo inevitavelmente atraída para as regiões em que há grande incidência de casos, muitos deles documentados com fotografias e filmagens, e presenciado por dezenas ou centenas de indivíduos. Em algumas dessas áreas não é exagero afirmar que os episódios ligados a entidades desconhecidas fazem parte da cultura local. Esse é o caso de Mato Grosso por excelência.

No estado, nenhum lugar é mais enigmático e repleto de histórias do que a Chapada dos Guimarães e o complexo da Serra do Roncador. Os estranhos acontecimentos da região têm alcançado grande repercussão e fascinado turistas brasileiros e estrangeiros, que se deslocam até tais regiões na esperança de viver alguma situação incomum. Um aspecto dessa situação que chama a atenção dos estudiosos é a notória relação entre fenômenos ufológicos e territórios montanhosos ricos em minérios e cristais – o que nos faz refletir sobre as coincidentes e recorrentes ligações entre locais de belezas naturais e a suposta presença de alienígenas em nosso planeta.

Esses incríveis acontecimentos têm elevado fama para com a localidade no âmbito sobre ocorrências tidas como estranhas, misteriosas, enigmáticas, e termos que o valham, numa proporção tamanha, que fazem essas regiões receberem centenas de turistas fascinados pelo sentimento de “lugar misterioso”.

As estranhas ocorrências envolvidas nesses lugares especiais fazem pensar, filosofar, indagar e teorizar sobre as coincidentes ligações entre belezas naturais e a presença de óvnis, e que, muitas vezes, vêm associados a outros eventos inusitados tidos como “esotéricos”. As hipóteses decorrem nas mais diversificadas idéias e tentativas de justificações dos porquês dessas transações aparentemente “transcendentais”.

Independente de explicações, o fato é que os estranhos fenômenos têm atraído a curiosidade de inúmeras pessoas, que muito associam a oportunidade de desfrutar os mais variados conjuntos de pretextos, dentre: belezas naturais, peripécias ecológicas, cachoeiras, cavernas, grutas, tranqüilidade, pinturas e inscrições rupestres, uma pitada incomum de extrema aventura e, certamente, às casuísticas ufológicas; que, invariavelmente, está no roteiro desses aventureiros.

Turismo visando intuito no âmbito ecológico e agregado a questões ufológicas tem, a cada dia, despertado o interesse de pessoas dedicadas e simpatizantes ao tema, uma atividade que tem se desenvolvido nas últimas décadas. De uma forma direta e indireta, essa nova aventura tem representado uma ótima oportunidade de renda local e estimula a cobiça de novos interessados, aumentando gradativamente, muitas excursões com roteiros que envolvam observação celeste, pesquisa de campo, tudo direcionado ao aspecto ufológico, o que não descarta respectivamente a oportunidade de deslumbramento e sentimento de admiração.  

Esse tipo de turismo ganhou o nome de Turismo Ufológico ou amplamente conhecido como UFOTURISMO, uma espécie de visitas aos locais com autos índices de relatos de “discos voadores”, dentre outras manifestações ufológicas. Ideal para quem aprecia a natureza, o céu estrelado e uma boa conversa junto à locais paradisíacos, regiões convidativas para vigílias noturnas na presença de amigos com entusiasmo ao insólito, 

Um dos pioneiros a pensar sobre a idéia de colocar a ufologia como atração turística foi, sem duvidas, o ex-prefeito de Barra do Garças/MT chamado Valdon Varjão.  Varjão ganhou notoriedade pela elaboração do polêmico projeto “Discoporto” (“aeroporto para disco voador”), idéia aceita pelo congresso, justamente levando em conta o afamado acervo de relatos sobre OVNIS que avizinha em algumas localidades do interior mato-grossense, dentre Chapada dos Guimarães (65 km da capital – Cuiabá) e, em especial, Barra do Garças (516 km da capital), dentre as redondezas das cadeias de montanhas Chapadense, da Serra Azul e proximidades da enigmática Serra do Roncador. Sobretudo, o principal intuito do projeto “Discoporto” foi apenas divulgar a cidade e atrair turistas, nada para além disso.

A dedicação de Valdo Varjão sempre foi a política e, especialmente, o povo barra-garcense e suas histórias. Além de inúmeras bem feitorias realizadas pelo ex-prefeito em prol a cidade, Varjão não deixava de sinalizar o seu interesse pela Ufologia, adquirindo e colecionando um grande arquivo de fotos e histórias ufológicas, tanto relatadas, pela região. Motivo que o encorajou a arriscar o inusitado projeto de “aeroporto para disco voador”, uma idéia de impacto e polêmica, justamente visando afamar a “misteriosa” cidade de Barra do Garças, que retém um grande rosário de estranhas histórias, lendas, mitos e, em específico, a Ufologia.

A rotina dos relatos Ufológicos pela região mato-grossense foi o alicerce para a aprovação do projeto. Assim, Barra do Garças ficou internacionalmente conhecida pela original idéia de abrigar um aeroporto para disco voadores, que tempos depois seria imitado por outros prefeitos e, até mesmo, por outros países.

Embora ressentido com as gozações que enfrentou, razão pela qual passou a ser mais cauteloso em relação ao polêmico projeto; Varjão alcançou seu objetivo. “A idéia não era exatamente atrair disco voadores para Barra do Garças, mas sim turistas, e assim usar o potencial que a cidade tem nessa área”, ressaltou o ex-prefeito, num de seus desabafos.

O polêmico projeto foi destinado ao Parque Estadual da Serra Azul, uma protegida reserva ambiental quase que ao lado da Serra do Roncador, nas proximidades da cidade, local repleto de inúmeras trilhas, 14 cachoeiras, diversos sítios arqueológicos e palenteológicos e um mirante com a estátua do Cristo Redentor, num ponto privilegiado de onde é possível apreciar as três cidades vizinhas – Barra, Aragarças e Pontal do Araguaia.

Nada foi desmatado para a implantação do “discoporto”, foram reservados uma área limpa de cinco hectares para o funcionamento de um atrativo turístico. “Eu queria colocar Barra na mídia, pois a cidade tinha pouca divulgação e exploração turística. Como esta região sempre teve histórias de UFOs e um misticismo muito forte, aproveitei a idéia”, explicou Varjão.

Valdon Varjão custeou do próprio bolso, a idéia de apresentar alguns painéis ilustrados e maquetes de discos voadores para que turistas tirassem fotos e levasse para casa lembranças sobre aquilo que ficou conhecido como o primeiro “aeroporto de disco voador” do mundo.

O local é muito visitado por turistas de todo o país, atraídos pelo fascínio que os casos ufológicos da região – esses sim reais – causam. Varjão já foi rotulado de “louco”, “lunático”, “visionário” e até coisas mais pesadas, mas graças a excentricidade de sua idéia o ex-prefeito acabou por colocar a cidade no mapa. Convidado a participar de inúmeros programas de tevê, chamou a atenção da imprensa de todo o país e do exterior ao mostrar a rica casuística que envolve toda a região.

Curiosamente e por coincidência, no dia de sua morte (03 de fevereiro de 2008), a cidade de Barra do Garças estava a homenageá-lo com um carnaval diferente, intitulado “Carnaval das Galáxias”, com decorações de disco voador e enfeites que lembravam extraterrestres, em alusão ao discoporto, uma homenagem enfatizada pelo prefeito da época Zózimo Chaparral (PC do B), que teve Varjão como colega de trabalho quando vereador.

Logo a morte de Varjão, o prefeito decretou luto oficial de três dias. Porém, por decisão da família, o carnaval de rua focado na porta da residência de Valdon Varjão continuou normalmente.

Varjão foi considerado um dos últimos personagens vivos dos primórdios histórico de Barra do Garças, “além de ser um personagem visionário que percebeu a tendência e perfil do município para o eco-turismo e turismo ufológico”, comentou Mônica Porto, do Conselho Municipal de Turismo e proprietária da agencia Aventur Turismo.

As “misteriosas” cadeias de cânions, montanhas, vales, paredões, que circundam os caminhos de Chapada dos Guimarães até Barra do Garças, ocultam-se narrativas extraordinárias e testemunhos impressionantes, de todos os tipos. Um dos mais significativos acontecimentos ufológicos envolto à região aconteceu casualmente no cerne dessas duas cidades, na exata data do dia 1º de Junho de 1997, num domingo, por volta da 20 horas, na cidade de Nova Brasilândia/MT (200 km de Chapada dos Guimarães/MT).

Naquela noite da bucólica e pacata cidade de Nova Brasilândia, composta de 6 mil habitantes na época, há 260 quilômetros de Cuiabá, capital, algo aconteceu, cujo episódio transgrediu a rotina daquele povo. O fenômeno ocorrido foi (e ainda é) descrito pelos moradores de forma única; uma bola de fogo que veio do espaço, cruzou os céus da cidade, iluminando a região, segundos após, surgiu um clarão, cuja iluminação era tanta que aparentou dia e que teve uma duração de, mais ou menos, um minuto, logo após, um enorme estrondo foi ouvido a uma distância de mais de 50 quilômetros.

Incrivelmente a cidade a partir daquele dia passou a adquirir pelos noticiários uma repentina fama. Na época, para o Jornal do Brasil, o ocorrido foi comparado em versão brasileira ao “caso Roswell”, e em uma matéria do dia 09 de julho de 1997, descreve:

“O vaqueiro Gilberto Braga, que mora em Nova Brasilândia, foi o único a ter coragem de tocar o objeto ‘parece uma bola de ferro, maior de que um trator, que soltava um cheiro esquisito.’ Moradores da região estão preocupados com uma possível contaminação de rebanhos ou da população ribeirinha pelo OVNI, já que o local onde o objeto caiu fica as margens do rio Manso. ‘Era um objeto em forma de disco, com uma luz intensa’ contou Cláudio Picci, secretário municipal de indústria e comércio.” (Matéria escrita pelo jornalista José Calixto de Alencar – agência J.B.).
 
Face ao acontecido, torna-se interessante retratar a cobertura de depoimentos de pessoas que juraram, diante a imprensa, ter presenciado aquele fantástico fato;

Jornal A GAZETA, Cuiabá, Quarta-feira, 09/07/97:

“(...) Morador de Nova Brasilândia há 25 anos, o frentista Miguel Darli Gonçalves conta que estava sentado na rua, em frente a sua casa, quando viu o clarão e ouviu o barulho. Muita gente presenciou a cena e, conforme Gonçalves, algumas pessoas chegaram a cair no chão devido ao tremor da terra.
O vaqueiro Gilberto Braga de 26 anos, que trabalha na fazenda Bela Vista, vai mais longe. Conta com detalhes que não só viu, mas tocou no objeto, há cerca de 10 dias. Segundo ele, o objeto tem a forma de uma bacia caseira, o tamanho de uma casa pequena, é preto, composto de ferro ou rocha. Ele garante que o objeto esta lá, fincado no morro, exala um cheiro ruim e provocou a queimada de uma área de aproximadamente 100 metros quadrado ao redor de onde caiu. ‘Eu acho que é disco voador’, avalia.
Leandro Paula da Silva, de 15 anos, explica que viu o Ovni antes dele tocar no chão e que tinha luzes coloridas, azuis e verdes. Vaqueiro da Fazenda Campo Verde, ele acredita que tenha visto um disco voador, mas alega que não foi verificar ainda por falta de tempo.  
(...) Na Fazenda de Divino Fogoió não foi diferente. Ele e o filho também viram o fenômeno de luzes coloridas e marcaram o dia. (...) Fogoió não sabe precisar onde o objeto poderia ter caído.”

O tempo passou, a poeira baixou, mas as incógnitas sobre “O Caso Nova Brasilândia” ainda continua. Ficou como sempre fica, a dúvida, os relatos, a intriga, os mistérios. De certa forma, o rol de acontecimentos incomuns que circundam os complexos montanhosos de Chapada dos Guimarães e confins, proporciona componentes que aguçam a imaginação e a cultura dos habitantes locais.

Nova Brasilândia (Serra Azul), Barra do Garças (Serra do Roncador) e, em especial, Chapada dos Guimarães (Paredões), tem catalogado uma variedade de estranhezas, regiões de enorme beleza, com elevações que, aparentemente, escondem muitos enigmas, emergidas nos múltiplos testemunhos.

A seqüência de montanhas que formam a redondeza da misteriosa Chapada dos Guimarães alicia os mais variados rituais místicos e crenças alternativas, por outro lado, cobiçam também a presença de sérios pesquisadores que embrenham tentativas de avaliações mais convincentes e científicas.

Terra de enigmas, a Chapada dos Guimarães, fica numa localização eqüidistante entre Atlântico e o Pacífico, bem longe dos dois oceanos, aproximadamente 1600 km de cada um. Apesar da distância das águas marítimas, é curioso constatar que, em meio às pedras, é comum encontrar pequenas conchas fossilizadas; Elas são as provas de que esta região foi também mar um dia. Ainda ao longo do decorrer do tempo, o planalto de Chapada preserva histórias centenárias de índios que juram terem convivido com estrelas multicoloridas pairando o céu noturno, relatos sancionados nas explanações da população local.

Apesar de Chapada ser ilustres pelos seus mistérios e suposta energia positiva que emana de seus paredões, o fato é que a beleza estonteante da região faz qualquer visitante, até os mais céticos, vivenciar uma atmosfera de contemplação, experiência facilmente cortejada com alguma inusitada sensação de vigor. Ocasião que faz os visitantes manterem-se silenciosos por longo tempo diante o deslumbramento das paisagens, do cantar dos passarinhos, dos sons oriundos das quedas d’águas das cachoeiras, sentir do frescor das gotículas dissipadas no ar, sensações preciosas, e segundo muitos, com incitação para experiências transcendentais. As cores diversificadas dos chapadões são responsáveis por atrair o fascínio dos visitantes, os entretons mudam constantemente de acordo com a posição do sol, espetáculo garantido do nascer ao pôr-do-sol (crepúsculo).

A região por ser provida de tanta beleza no panorama, na flora e na fauna, tornou-se ambiente de preservação permanente pelo Governo Federal. O Parque Nacional de Chapada dos Guimarães foi criado em 12 de abril de 1989, através da Lei Federal Decreto n.º 97656. Naquelas redondezas encontram-se centenas de cachoeiras, cavernas, grutas, morros e impressionantes formações rochosas em meio a cânions de arenito, uma verdadeira galeria de esculturas das mais variadas formas que faz mexer com a imaginação das pessoas, estátuas tão charmosas que aparentam serem esculpidas pela mão humana ou dão a impressão de destroços de alguma civilização milenar corrompidas pelo tempo. Ao todo a área de preservação do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães tem 33.000 hectares, e, segundo alguns ecologistas, trata-se de uma área relativamente pequena, e lutam na esperança de que o tamanho aumente três vezes mais.     

Nas andanças pelo cerrado da Chapada dos Guimarães é muito convidativo sentir o agradável frescor da brisa e o perfume das flores, um clima proveniente dos seus 860 metros acima do nível do mar. Uma região em que o clima pode mudar repentinamente para um frio mais intenso, uma chuva súbita e, muito freqüentemente, a presença de intensas neblinas capaz de deixar as pessoas na sensação de total penumbra.

A Chapada é um refúgio dos cuiabanos diante o calor escaldante da capital, as geladas cachoeiras costumam ser a busca predileta dos freqüentadores, e cachoeira é que não faltam. Quase todas com nomes já definidos, como: a “Cachoeira do Pulo”, “Salgadeira”, “Cachoeira da Martinha”, “Independência”, “Prainha”, “Andorinhas”, “Namorados”, “Marimbondo”, “Geladeira”, entre muitas outras. A cachoeira mais atrativa, famosa e cartão-postal do Estado é a “Véu de Noivas”, com esplêndida queda que despenca dos seus 86 metros abaixo, que podem ser admiradas à beira de um mirante, de onde também pode se apreciar um impressionante canyon, os visitantes conseguem ter um panorama total da cachoeira, sob diversos ângulos, muito fácil de obter lindas fotos.

Nas proximidades da cachoeira “Véu de Noivas”, na lateral esquerda de quem chega, há uma trilha que leva até as mais incríveis cachoeiras, porém o percurso exige certo preparo físico e uma dose de adrenalina, pois o caminho fica alguns metros à beira de um gigantesco precipício, motivo até mesmo de acidentes graves. Atualmente os visitantes são alertados e precavidos sobre o cuidado que se deve ter ao aventurar-se nas trilhas para as cachoeiras. 

Nos passeios pelas redondezas não é difícil encontrar formações rochosas com considerável altura aparentando estátuas esculpidas no meio dos matagais, a imaginação se incube de fantasiar as mais estranhas criaturas. Sobre tais formações, há um local espetaculoso chamado “Cidade de Pedra”, que fica localizado na parte de cima dos majestosos paredões, para se chagar é necessário percorrer 20 km de estrada de terra num veículo com tração nas quatro rodas. Ali estão dezenas de formações que faz lembrar antigas ruínas, os visitantes sentem a impressão de estar entre construções deterioradas pelo tempo. Esta localidade foi inclusive palco para aparecimento de uma estranha tocha de fogo esverdeada, testemunhados por alguns membros da Associação Mato-grossense de Pesquisas Ufológicas e Psíquicas (AMPUP) que lá estavam em pesquisa de campo ufológica.

Atrativos esculpidos nas rochas têm de monte, no roteiro de visitas há também a “Casa de Pedra”, uma fenda de aproximadamente 40m², formada pela passagem de águas cristalinas que a atravessa de um lado ao outro.

Outra localidade muito procurada pelos turistas e que também é afamada por inúmeros testemunhos de observação de UFOS é o “Mirante”, uma localidade natural em que os automóveis chegam até certa aproximação e são obrigados a parar pela presença de imensas pedras colocadas propositalmente para que algum veículo não corra risco de cair no precipício; Pessoas são atraídas pela fascinante visão que o local proporciona, podendo dali contemplar o infinito, a planície pantaneira e a longínqua extensão da capital mato-grossense.

Outro precipício muito admirado e relativamente assustador é sugestivamente chamado de “Portão do Inferno”, desfiladeiro responsável pela morte de muitas pessoas pelo motivo de encontrar-se numa curva às margens da estrada que liga Cuiabá a cidade de Chapada, localiza-se no início da serra que sobe ao município (Rodovia Emanuel Pinheiro, km 42). Muitos desavisados ou inconseqüentes motoristas perderam suas vidas quebrando a barra de proteção e caindo no desfiladeiro com mais de 75 metros de altura. A história também conta que muitos índios ali foram jogados, e pessoas antigas afirmam narrativas mais macabras, segundo eles, policiais ou matadores usavam do local para sumir com o corpo de alguém, bastava jogar no “Portão do Inferno” para nunca mais obter notícias. A lenda do “Portão do Inferno” vai para mais além (literalmente), estranhos acontecimentos ocorrem à pequena distância dali, e comprova uma das várias histórias sombrias que envolvem a região, trata-se do fato de que um automóvel em uma descida, estando em ponto morto, não desce. Sobe! Isso acontece a menos de 30 metros de distância do assustador precipício. Há várias explicações para o fenômeno, mas muitos as desconsideram e alimentam a idéia de que tudo se deve a “energia do local”.

Há quem acredite que toda a região de Chapada dos Guimarães é poderosa e teria uma espécie de corredor energético, afamadamente conhecido como energias do paralelo 15º sul ou também chamado de “Corredor Bivac”, um fluxo eletromagnético com uma reta imaginária que coincidentemente passa por outros lugares místicos, como a Serra do Roncador, o lago Titicaca, entre Peru e Bolívia, e os arredores de Brasília (local onde existe um grande número de seitas esotéricas). Segundo as profecias do padre italiano Dom Bosco, no paralelo 15º Sul nasceria uma civilização diferente, perfeita, uma espécie de origem do terceiro milênio, defendido por alguns como a Era de Aquário.

Paredões, precipícios e morros são muitos, porém o ponto mais alto da região é o “Morro São Jerônimo”, com quase 900 metros de altitude acima do nível do mar. Um morro achatado, ilustre por aparições de Ufos, a quantidade de testemunhos e casuísticas são tantas que apelidaram o morro de “Ufoporto” ou pista natural de pouso de Discos Voadores, talvez seja demasiado exagero, porém em meio há algumas veracidades.  Para se chegar até o seu ponto culminante é necessário um guia local, um bom preparo físico, roupas leves, coragem e muita água para hidratação. Alguns trechos são muito inclinados e com algumas pedras escorregadias.

Estranhos relatos também abrangem uma imponente e enigmática caverna com o alusivo nome de “Aroê Jarí”, o nome é de origem indígena e na língua dos índios Bororos significa “Morada das Almas”, séculos passados a etnia usava a caverna para rituais, acreditavam que o lugar era um atrativo para espíritos e ali deixavam as urnas mortuárias do seu povo. Fica situada a 46 km de distância da cidade de Chapada, é a maior caverna de arenito do Brasil, a entrada da caverna tem a dimensão de 60 metros de largura por 10 metros de altura, a extensão à dentro é de 1.550 metros, ela é bastante plana e apresenta algumas pequenas cachoeiras que caem do teto, há algumas bifurcações que dá acesso a outras galerias dos mais variados tamanhos e extensões, chegando ao outro lado da caverna há uma exuberante lagoa chamada de caverna da “Lagoa Azul”, águas cristalinas de um azul impressionante que se reflete nas paredes da gruta. Alguns poucos testemunhos contam que já presenciaram luzes saírem de dentro da caverna, outros falam de seres que juram que viram na escuridão da caverna e que repentinamente somem assim como aparecem, sem nenhum vestígio. O acesso a caverna é somente permitido com guia autorizado, são 8 quilômetros de caminhada que valem apena, no final ainda podem, por um preço camarada, desfrutar de um delicioso almoço feito num rústico casebre onde fica o ponto de partida.

A chapada dos Guimarães é um verdadeiro patrimônio de preservação, história e cultura, repleta de riquezas arqueológicas. Lá estão espalhados 46 sítios arqueológicos catalogados, áreas onde são encontrados artefatos primitivos, inscrições rupestres, ossos de dinossauros, conchas marítimas, algumas dezenas de simbolismos desconhecidos, entre outras preciosidades, praticamente um museu a céu aberto.

O centro da cidade é muito agradável, com uma majestosa relíquia histórica construída por volta de 1779, no estilo barroco colonial, feita pelos índios e escravos, trata-se da Igreja de Senhora de Santana do Santíssimo Sacramento. Conta a história de que as telhas de barro, de muitas das construções da época, foram moldadas nas coxas dos escravos, e algumas delas permanecem preservadas até hoje, o mesmo ocorre com grande parte dos azulejos portugueses do século XVIII que revestem o interior da igreja; Relíquias raras, tendo em vista a dificuldade em se conservar artefatos tão delicados, tão quebradiços, num ambiente com constantes visitas, sobretudo, azulejos oriundos de uma época em que o percurso era longo e complicado. Em frente, há uma praça bastante arborizada, com várias espécies de imensas árvores que enfeitam o bosque e as redondezas de um chafariz que ali fica. No final da tarde e aos finais de semana, visitantes e moradores, usam o local como ponto de encontros; jovens, idosos, casais de namorados, pais e mães que passeiam com seus filhos, enfim, todo tido de pessoas. A cidade é pacata e com as mais variadas culturas, é notório perceber destaque de pessoas místicas e diversas outras com o estilo hippie.

Nem a Igreja de Santana do Santíssimo, como hoje é resumidamente chamada, escapou da presença dos óvnis. No dia 30 de outubro de 2008, por volta das 19h10 do horário de verão, as lentes de um fotógrafo local capturaram a presença de um objeto multicolorido acima do mencionado santuário. Foi capa de um jornal do estado e muito comentado pela população local, as fotos foram obtidas pelo fotógrafo profissional Geraldo Davi, conta ele que a noite estava com poucas estrelas, todavia o seu costume de tirar fotografias possibilitou registrar uma seqüência de sete fotografias de expressivos pontos luminosos de cor que variavam do verde para laranja. Quase todas as fotos foram obtidas do mesmo ângulo, porém o fotógrafo notou que as luzes mudavam de posição a cada foto.

Sobre as fotografias o Jornal “Correio de Mato Grosso” enfatiza:

“Além de fotógrafo, Geraldo é também formado em física e foi professor de ensino público até o ano passado. As duas posições, físico e fotógrafo foram outro motivo de indecisão de tornar públicas suas fotos. ‘Como físico acredito que é possível que haja vida em outros lugares, que não estamos sós. Aliás, não só possível como muito racional. Mas como fotógrafo tenho minhas dúvidas, ainda mais hoje que é tão fácil manipular fotografias. Mesmo sabendo que fui eu quem as tirou e que também não as modifiquei, falta um pouco de credulidade.’” “(...) uma de suas preocupações foi que as pessoas pensassem que tivesse feito uma ‘montagem’ ou que estivesse ficando louco.” (Ano XXV, Edição 517; Agosto de 2009, pág. 13)

Mais uma fotografia para a coleção de registros ufológicos de Chapada, e têm muito mais! No dia 26 de maio de 2010, numa quarta feira, mais precisamente às 17h25m, uma estranha luz, na clássica forma de um disco horizontal, foi presenciada por inúmeras testemunhas e fotografada pelos banhistas do balneário “Salgadeira”, a poucos quilômetros da cidade de Chapada dos Guimarães. Segundo relatos o fenômeno perdurou até as 20 horas, foram mais de duas horas e meia de observação do estranho objeto que atraiu a atenção de todos que ali passavam. 

Valdirene Costa, membro diretora da Associação de Defesa do Rio Coxipó (ADERCO), relata que a primeira pessoa a fotografar o objeto foi a cantora Maria Generosa da S. Hobsbach, conhecida como Jully. Ela diz ter ficado perplexa quando notou a presença da luz e, ainda mais, quando percebeu o artefato se movimentando, alguns minutos depois “Não descia nem subia, ficava lá, parada. Como se observasse o entorno dos paredões”.

Valdirene ainda acrescenta que trabalha há muitos anos com preservação ambiental na região de Salgadeira e que já presenciou outras significativas aparições de óvnis pela região “Já vi outras luzes, e até uma espécie de tocha de fogo cintilante que voava. Coisa muito esquisita, parecia uma vassoura aérea. Dava a impressão de varrer os paredões e sumia mata a dentro”.

Outra testemunha, sobre o mesmo objeto, trata-se de José Carlos Bazan, conhecido como “Pardal”, na época, ele era gerente administrativo do complexo balneário da Salgadeira. Diz ele que o objeto estava lá, se era “disco voador” alega não saber; “mas que estava lá, estava. Irradiava uma claridade forte, anormal, ofuscante, aparentemente metálico”. Ele garante que não era avião e o sol encontrava-se do lado oposto, no sentido de Cuiabá. Também fez questão de certificar que não havia lua no momento, e que a lua só foi surgir bem mais tarde e em outro ponto. 

O Terminal Turístico de Salgadeira têm maior movimentação aos finais de semana, mas isso não evitou a aglomeração pessoas afoitas por aquela incógnita, aos poucos a presença de pessoas aumentaram pela curiosidade.

Registros fotográficos também estão envoltos ao desfiladeiro do “Portão do Inferno”, há catalogados significativos relatos sobre objetos voadores não identificados, pessoas idôneas juram que foram perseguidos por luzes incandescentes no trecho que curva o desfiladeiro. Ocasião que inclusive fez uma visitante fotografar um elemento cilíndrico, em forma de charuto, que estava a pairar nos paredões acima do precipício. A foto foi obtida por Carla Cristina Barzsina, tirada por volta das 17h30, do dia 12 de agosto de 2010. Conta ela que obteve várias seqüências fotográficas.

Uma vez ou outra, sempre surgem acontecimentos inusitados nos céus da região e ocasionalmente ocorre a sorte de alguém fotografar e até mesmo filmar. Gravação em vídeo sobre os estranhos objetos na Chapada dos Guimarães também se encontra arquivados. É o caso do registro feito pelo estudante João Victor Caldas que conseguiu filmar um objeto não-identificado que brilhava no céu da região. Ele decidiu filmar o objeto com um telefone celular. Conta ele que estava na casa do tio, quando repentinamente percebeu movimentação de uma luz muito brilhante no céu noturno. A gravação feita durou menos de um minuto, mais foi o suficiente para salientar um objeto luminoso que muda de cor constantemente. O vídeo durou por volta de 50 segundos e depois disso o objeto desapareceu misteriosamente. Segundo João Victor, a gravação foi realizada por volta das 22h40 do dia 11 de outubro de 2009, num domingo.

Isso é apenas uma pequena amostra sobre uma localidade em convívio habitual com as circunstâncias enigmáticas, um roteiro tentador para aqueles que buscam sair da rotina e almejam o fado de experiências aparentemente incomuns. Ideal para quem sente fascínio por mistérios, em especial, para aqueles que mostram inclinação por ufologia, resumindo-se num passeio imperdível. E mesmo para os céticos, pois vale a pena pelas belezas naturais, assim, o visitante certamente não sairá perdendo em nenhum aspecto.

Toda a região de Chapada dos Guimarães é bastante convidativa para agendamento de pesquisa de campo ufológica. É gratificante reunir com amigos para apreciar o deslumbrante céu estrelado, numa noite límpida, longe da poluição luminosa e do agito da cidade grande. A preciosidade da região produz uma profunda emoção, simultaneamente, a amplitude apreciada pela elevada região de Chapada oferece ao visitante um enorme sentimento de pequenez perante a grandiosidade do firmamento.
 
Chapada contagia o visitante em todos os sentidos, mas torna-se mais empolgante quando associado aos relatos de luzes coloridas contados pelos inúmeros testemunhos de moradores locais. O inesperado faz parte do cenário, assim, quando alguma densa neblina aparece, quase que instantaneamente, o ar de mistério toma conta do contexto; o entusiasmo na expectativa do “algo vai acontecer” invade o imaginário. Nesse momento, o que vai acontecer, aparentemente, pouco importa, o que importa é a sensação que isso desperta.

Apesar de Chapada estar a poucos quilômetros da capital, ainda sim, ela é considerado um espaço de terras desconhecidas e devido aos seus paredões, quase inacessíveis por causa da mata, muitos firmam a convicção de que há outras diversas surpresas ainda a serem desvendadas.

Assim é o nosso Brasil, certamente não são poucos os lugares com alto índice de histórias ufológicas, todavia é a Chapada dos Guimarães e suas redondezas que concentram grandes números de registros fotográficos, relatos e testemunhos sobre o tema, cobiçando a emoção dos aventureiros interessados em ufologia.


Autor:
Ataide Ferreira da Silva Neto; psicólogo, estudioso da parapsicologia, presidente da Associação Mato-grossense de Pesquisas Ufológicas e Psíquicas (AMPUP) e consultor da Revista UFO.


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